A margem do Guadiana é, de há muito reconhecida, um cenário inspirador de poetas.
Já a tradição da cultura árabe enumera os seus inspirados autores.
E a língua lusa encontrou também quem cultivasse a mesma veia literária.
Como não lembrar o mais popular de todos os poetas populares: António Aleixo?
E, do seu lado, a poesia erudita encontrou também aqui o berço para os seus poetas. Quem não lembra Lutgarda Guimarães de Caíres? Ela que, da branca Vila Real, escreveu:
"Tornei a ver te! Agora os meus cabelos
embranqueceram já... longe de ti.
Foram-se há muito aspirações e anelos
mas as saudades ainda não as perdi.
Mas volto à minha terra, tão bonita!
Terra onde reina o sol que resplandece,
aonde a vaga é murmurar de prece
e sinto ainda a ternura infinita.
É que não há céu de tal´splendor
nem rio azul tão belo e prateado
como o Guadiana, o meu rio encantado
de mansas águas, suspirando amor!"
Temos muitas provas de que a musa do Guadiana continua a gerar muitos seguidores. É por isso que se justifica, em pleno, que estas páginas se abram para os muitos poetas que compõem "ao redor do seu quarto" para que venham até esta ÁGORA POÉTICA. Eis pois, aqui o espaço para todos os que tão gentilmente me têm feito chegar as suas rimas inspiradas.