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A margem do Guadiana é, de há muito reconhecida, um cenário inspirador de poetas.
Já a tradição da cultura árabe enumera os seus inspirados autores.
E a língua lusa encontrou também quem cultivasse a mesma veia literária.
Como não lembrar o mais popular de todos os poetas populares: António Aleixo?
E, do seu lado, a poesia erudita encontrou também aqui o berço para os seus poetas. Quem não lembra Lutgarda Guimarães de Caíres? Ela que, da branca Vila Real, escreveu:
"Tornei a ver te! Agora os meus cabelos
embranqueceram já... longe de ti.
Foram-se há muito aspirações e anelos
mas as saudades ainda não as perdi.
Mas volto à minha terra, tão bonita!
Terra onde reina o sol que resplandece,
aonde a vaga é murmurar de prece
e sinto ainda a ternura infinita.
É que não há céu de tal´splendor
nem rio azul tão belo e prateado
como o Guadiana, o meu rio encantado
de mansas águas, suspirando amor!"
Temos muitas provas de que a musa do Guadiana continua a gerar muitos seguidores. É por isso que se justifica, em pleno, que estas páginas se abram para os muitos poetas que compõem "ao redor do seu quarto" para que venham até esta ÁGORA POÉTICA. Eis pois, aqui o espaço para todos os que tão gentilmente me têm feito chegar as suas rimas inspiradas.
Fomos um país de marinheiros
Descobridores e aventureiros
Sob os ventos da Santa Sé
Restaurámos uma navegação
Mas sobre crise sem gestão
É fracasso, em tempo de fé
Creiam que o bom está a vir
Na esperança que o irão sentir
Temos talentos para a resolver
Sócrates foi um génio de valor
Mais um economista sabedor
Que dúvidas havemos de ter
A crise não é situação de agora
Souberem em atrasada hora
Recorde as vendas a prestações
Não se comprava nem se vendia
E para o mercado que havia
Encontraram-se as soluções
Acredite que iremos vencer
Basta acreditar e algo fazer
Não precisamos desse recado
Somos um povo de vencedores
Superamos todas as dores
Como aconteceu no passado...
13/04/2011
O que mais sabe, mais falha
E a dúvida humana persiste
O prazer se solve pela palha
A amizade esconde o canalha
Enquanto a hipocrisia existe
A exploração tem seu lugar
E o poder dá-lhe importância
Quem tem voz, pode julgar
Naquela ânsia de encontrar
O que satisfaz a ganância
Até quando!
Os seus erros são o dilema
Entre profissionais de valor
Os fracos não deixam pena
Se loucura traça o esquema
A ganga forma um doutor
Suportamos a pior situação
Numa escassez de recursos
Sem encontrar uma solução
Que satisfaça a população
Na ignorância de percursos
Porquê continuar resignado
Se a ocasião se vai escoando
Que vale um sonho dourado
O que trabalha é penalizado
Até quando! Até quando!...
13/04/2011
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